Você conhece o EPS e como ele pode te proteger de incêndios?

O comportamento de materiais de construção diante do fogo é uma preocupação real da engenharia civil e dos especificadores. As dúvidas crescem quando se trata de produtos plásticos, principalmente porque nem todos dominam as diversas formulações, denominações e propriedades desses elementos. Entre os materiais plásticos, o poliestireno expandido (EPS) apresenta performance das mais seguras em situações de incêndio.

Por sua composição de apenas 2% de matéria sólida (poliestireno) e 98% de ar, o EPS ‘encolhe’ sob elevadas temperaturas. Se comparado ao da madeira, seu comportamento é superior diante de quesitos como emissão de fumaça e contribuição à carga de incêndio.

Mais de 90% do EPS produzido no Brasil é destinado ao uso na construção civil. Desse total, 100% é da classe “F”, ou seja, aditivado com retardante à chama, que tem como finalidade justamente evitar a propagação de incêndios. “Mediante uma fonte de ignição – um fósforo, por exemplo – e oxigênio, o EPS tipo “F” irá se retrair, ‘encolher’, sem entrar em combustão.

Cessando a fonte de ignição, cessa a retração e o risco da fusão e da autoignição. Este ponto é bem interessante, pois, se a fonte de ignição permanecer estática, a retração do EPS o afastará da chama”. Já o EPS tipo “P”, mediante uma fonte de ignição e oxigênio, entrará em combustão, mesmo após cessar a ignição.